O processo de seleção iniciou às 13h em um amplo auditório compartilhado entre as empresas Azul e Atento. Reunimos cerca de 70 candidatos de diversas áreas e idades, desde jovens aprendizes até profissionais com anos de experiência. A entrevista se estendeu das 13h às 19h, sem intervalos para lanche, o que gerou desconforto. Não era permitido sair do prédio para comer, e não havia máquinas de comida. A única opção era um bebedouro, levando algumas pessoas a recorrerem a entregas de comida para suportar o processo. Alguns desistiram devido à exaustão.
Cada candidato teve que compartilhar sua trajetória de vida, consumindo de 5 a 10 minutos por pessoa. Desde o início, as vagas foram delineadas: vendas com comissões, suporte sem comissões, salário de R$1.624,88 para português e R$2.400 para inglês (com teste de proficiência). Quem não se interessasse por essas vagas iria para o banco de dados, sem permissão para sair.
Às 17h30, após ouvir todos os candidatos, houve apenas 5 minutos para beber água e usar o banheiro. Em seguida, uma dinâmica foi conduzida, causando confusão devido à falta de orientação dos instrutores. Dividiram os candidatos em 4 grupos, cada um responsável por vender algo improvável, como um relógio sem ponteiros ou um carregador que não carrega.
Após responderem algumas dúvidas sobre o processo, encerraram às 19h. Embora tenha carinho pela Azul, a condução desse processo seletivo foi desapontadora. A falta de previsão para a quantidade de candidatos e a ausência de uma logística adequada, como fornecer alimentação, tornaram a experiência desumana. Sugiro revisitar a estratégia para garantir processos mais eficientes e humanos.