Fui abordada pelo LinkedIn para participar de um processo seletivo para uma vaga de especialista. Conversei com o RH, depois com a gerente da área, recebi um case, preparei e apresentei pessoalmente no escritório da Avenida Paulista para duas gestoras. Após essa apresentação, meu perfil foi indicado para uma segunda vaga, e também avancei no processo paralelo, incluindo teste de fit cultural e uma conversa com a diretoria. Ou seja, eu estava nas etapas finais de duas vagas ao mesmo tempo.
A diretoria chegou a comentar que entrariam em contato na semana seguinte para falar sobre a aprovação. A partir daí, passei um mês inteiro sem retorno. Eu enviava mensagens para a gestora e para o RH, mas não obtinha resposta.
Depois de um mês, recebi um áudio informando que a empresa estava passando por uma reestruturação e que ambas as vagas tinham sido congeladas, sem previsão de abertura — e sem qualquer pedido de desculpas pelo tempo investido. Durante o processo, também tive situações que demonstraram falta de preparo, como reunião marcada com diretoria que não aconteceu, ligação caindo diversas vezes e necessidade de remarcar por falhas internas.
No total, participei de mais de cinco etapas, incluindo ida presencial, dedicação ao case, conversas com diferentes lideranças e realização de testes. Investi tempo, energia e dinheiro para comparecer, e só fui informada da suspensão das vagas depois de um longo período de silêncio.
Eu estava muito animada para trabalhar na empresa, gostei da cultura, do escritório e da proposta. Porém, a experiência no processo seletivo foi bastante frustrante. Faltou organização, comunicação e respeito pelo tempo do candidato.