O que gostei (Prós)
Pessoas foram cordiais e, em alguns momentos, detalharam bem a diferença entre carreira em Y (Staff vs Manager) e expectativas do cargo.
Houve franqueza sobre o contexto do time/ambiente (várias pessoas mencionaram ser um ambiente de “caos”), o que ajuda o candidato a decidir com consciência.
O processo me pareceu ter interlocutores técnicos com boa senioridade.
O que não gostei (Contras)
Desalinhamento entre o que foi discutido ao longo do processo e a proposta final. Desde o início, sinalizei interesse em estar mais próxima de gestão de pessoas no médio prazo, mas a proposta veio para um nível/cadeira que não refletiu esse direcionamento.
Inconsistência na comunicação sobre negociação salarial. Durante o call pré-offer, perguntei explicitamente se a faixa era negociável e se era “o melhor que vocês poderiam fazer”. Foi dito que seria verificado internamente e que eu teria retorno até determinado dia: esse retorno não aconteceu. Dias depois, recebi a proposta formal sem qualquer ajuste/atualização.
Baixa flexibilidade: a mensagem final foi essencialmente “é isso ou nada”, mesmo após conversas sobre possíveis alternativas (inclusive mencionadas em call com liderança) que seriam mais alinhadas ao que eu havia pedido no início.
A soma desses pontos gera um red flag sobre capacidade de alinhamento/negociação interna e previsibilidade de acordos (o que pesa muito para cargos de liderança).
Sugestões para a liderança
Se a empresa tem faixas rígidas e sem margem, seja transparente desde a primeira etapa (evita frustração e retrabalho).
Garanta consistência entre RH e liderança (BU) e feche o “loop” do que foi prometido (ex.: retorno de verificação salarial), mesmo que a resposta seja “não há margem”.
Se a cadeira oferecida não corresponde ao que o candidato sinaliza desde o início, é melhor alinhar isso cedo, e não apenas no final.